Terapia Ocupacional

TERAPIA OCUPACIONAL NA ATAXIA-TELANGIECTASIA

Terapeuta Ocupacional: Eliane de Jorge

 
 

O QUE É TERAPIA OCUPACIONAL?

 

É uma intervenção terapêutica através de atividades que ajudam a buscar e manter a função motora e sensorial, visando principalmente os membros superiores.
Em geral, o terapeuta ocupacional avalia a motricidade fina, as habilidades viso-motoras, viso-perceptuais, a estabilidade e a postura para a realização das atividades da vida diária, escolares e sociais.
São orientados exercícios, estratégias de movimentos e utilização de equipamentos da tecnologia assistiva necessários para aquele momento, pois é uma avaliação contínua.
Os principais objetivos são a independência, autonomia e melhor qualidade de vida.

 
Características da A-T que interferem na realização das atividades
 

Entre outras, a coordenação e graduação ineficientes dos movimentos dos membros superiores, os tremores que ocorrem na finalização da ação, os movimentos excessivos da cabeça e tronco, dificuldade em controlar os movimentos dos olhos.
A fadiga é outro fator, pois pode intensificar este quadro atáxico.

 
Intervenções básicas
 

Estratégias para aumentar a estabilidade de tronco, cabeça, braços e mãos. Exemplos: manter braços próximos ao corpo, estabilizar cotovelos na mesa, apoio de antebraço para movimentos mais finos. Evitar que as estabilizações se tornem fixações inadequadas à postura.
Tecnologia assistiva: adaptações nos equipamentos do material escolar, da alimentação, do banho e toalete, nos cuidados pessoais, peças do vestuário. Adaptações no uso de computador tanto no equipamento quanto no software.
Ambiente acessível: adaptações no ambiente doméstico, escolar e social, visando também à acessibilidade, segurança e autonomia.

 
Exemplos de Intervenções
 
Postura sentada estabilizada com suportes laterais de tronco, cotovelos apoiados, pés bem apoiados, suporte para cabeça.  
 

Cabos (de colher, escova, brinquedos) engrossados, ventosas em tigelas e pratos.

 
 
 

Lápis engrossado, mesa com altura adequada, plano inclinado para escrita e/ou digitação, teclado adaptado.

 
 
 
  Fechamento de roupas e sapatos facilitados com elásticos e Velcro.
 

Rampas, portas largas, barras para segurança em banheiro, altura de prateleiras e espelhos. Distância de acesso aos objetos.

 
 
 

Acompanhante escolar como opção à escrita e acesso a outros ambientes da escola.

 

Em geral, as adaptações têm o objetivo de estabilizar o corpo e/ou o objeto. Dependem das condições motoras, necessidades e dos interesses da criança no momento avaliado.

 
Material
 

Alguns dos materiais mais utilizados para as adaptações do dia a dia são o antiderrapante, imã, Velcro, elásticos, ventosas, tubos de espuma, espuma, emborrachados. A criatividade é sem fim para a utilização de materiais disponíveis nas adaptações necessárias.

 
 
Quando iniciar a Terapia Ocupacional
 

A T.O. deve ser iniciada logo que as primeiras dificuldades ou alterações motoras apareçam, mesmo que sejam, inicialmente, “apenas” na marcha.
Ela poderá ser uma terapia contínua, com frequência de uma a duas sessões semanais ou uma assistência constante, porém com frequência menor. Depende das necessidades do momento, das condições físicas e do suporte familiar.
Os exercícios e orientações são importantes para evitar que as dificuldades impeçam a realização das atividades de interesse, dar suporte ao desenvolvimento sensório-motor e evitar contraturas e/ou hipotrofias de alguns músculos.

 
 
Recomendações
 

Deve-se evitar a fadiga, pois ela vai acentuar os tremores, os movimentos atáxicos, levando a uma piora ou impedimento da realização da atividade.
As terapias são importantes para a manutenção da amplitude articular, da massa muscular, mas é importante observar a “dosagem”. O excesso de exercícios, de repetições e de treinos de equilíbrio deve ser evitado.
Há a tendência de ficar muito tempo sentado, o que pode trazer prejuízos posturais e respiratórios.

 
 

É importante um tempo fora da cadeira para a criança ter a oportunidade de se esticar e variar a postura e movimentos.
Monitorar as reações da criança, sem impedir que realize as atividades de interesse. O descanso para “recarregar as baterias” deve fazer parte de sua rotina.

 
 

Cada caso é diferente de outro, embora compartilhem do mesmo diagnóstico. Por isso, devem ser tratados de acordo com suas necessidades. As orientações e, principalmente, as adaptações devem ter boa aceitação, respeitando os interesses e a fase do desenvolvimento em que a criança ou o jovem está.

 
 
 
 
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27.05.2017